O portal do cliente¶
O portal é a segunda superfície do PEART, servida por um processo próprio, e a única que uma pessoa de fora da consultoria alcança. Ele existe para o cliente acompanhar o trabalho sem esperar o PDF, e para registrar o que ele afirma ter corrigido.
Contas de portal não são administradas aqui: elas pertencem ao cliente e vivem no drawer de edição dele, com o ciclo de vida que a página de usuários descreve.
O que o cliente vê¶
Os engajamentos do cliente dele, com período e contagem de achados por severidade. Dentro de um engajamento, a identificação, o escopo, os ativos e a lista de achados publicados, com filtro por severidade, classe e estado de verificação.
No detalhe de um achado, os campos destinados ao cliente, as evidências, o histórico de retestes e a declaração de correção que ele mesmo tenha registrado.
Na aba de relatórios, apenas os documentos liberados, cada um com o hash do arquivo. Gerar um relatório não entrega nada: a liberação é ato separado, e a retirada faz o documento parar de ser servido sem deixar de existir para a consultoria.
O que ele não vê, e por quê¶
Rascunho, campo interno, nome de quem edita, lista de campos alterados e evidência original ficam fora. O que o portal serve de uma evidência é a rendição, com a redação já aplicada de forma destrutiva: a tarja não é uma camada que se remove, porque uma tarja que se remove não é tarja.
Pedir um engajamento de outro cliente devolve "não encontrado", nunca "proibido". Responder "proibido" confirmaria que aquele engajamento existe, e a diferença entre as duas respostas é informação que não cabe a quem perguntou. A tentativa fica registrada na auditoria como negada.
O selo "Em revisão"¶
Um achado publicado que tenha alteração ainda não publicada aparece com um selo neutro. Ele diz que a consultoria está mexendo, e não o que está mexendo: nem o campo, nem o texto novo, nem quem edita.
Escrever evidência acende o selo, e isso inclui anexar, remover, mudar legenda ou posição e mudar anotação. A razão é que o cliente vê a rendição, e ela só é regerada quando se publica; enquanto isso, a imagem que ele tem é a anterior. O selo apaga quando a consultoria republica.
A declaração de correção¶
É a única escrita de conteúdo do portal. O processo sempre precisou escrever para manter sessão, e por isso ele tem duas conexões com o banco: a primária, de leitura, aberta em modo somente leitura pela própria string de conexão, e uma segunda, gravável, alcançada por uma interface de conjunto fixo de métodos em vez do acesso inteiro ao armazenamento. A declaração entra por essa segunda, pela mesma disciplina da sessão, e a conexão de leitura continua somente leitura.
O cliente registra o que afirma ter feito em um de três estados, corrigido, mitigado ou retirado, com uma nota opcional em texto livre.
Ela é afirmação do cliente, e nada mais. Não altera a verificação, que é o que a consultoria conferiu em reteste, nem a disposição, que é o que a consultoria declarou sobre o achado permanecer de pé. Os três eixos convivem e são lidos juntos: um achado pode estar declarado como corrigido pelo cliente e ainda não verificado, e essa combinação é informação útil, não contradição. Escrever a afirmação do cliente em qualquer um dos outros dois faria o laudo dizer "verificado" sem ninguém ter verificado.
Pela mesma razão, a declaração não entra na revisão publicada e não alcança o relatório. O que o documento diz sobre remediação continua vindo de reteste.
Declaração não se apaga nem se edita. Corrigir é declarar de novo, e voltar atrás é declarar "retirado", que é a ausência de alegação dita como alegação. A linha que disse "corrigido" continua lá, de modo que ninguém retira o que disse depois de um reteste ter ido contra, e o histórico fica legível. É o mesmo raciocínio que torna uma revisão publicada imutável, aplicado ao outro lado da conversa.
O que a consultoria vê quando uma declaração chega¶
A lista de achados mostra o estado da declaração mais nova e quando ela foi feita, com marca própria para cada um dos três estados. Descobrir que algo chegou não exige abrir achado por achado.
A nota do cliente fica no achado, e não na lista. Ela é o primeiro texto que uma pessoa de fora escreve para um pentester ler, e o lugar onde ela aparece é o lugar onde o tratamento desse texto é decidido e testado. A lista também não mostra quem declarou.